sexta-feira, 2 de outubro de 2026

O Brasil e a ameaça de interferência nas Eleições em 2026



O Brasil e a ameaça de interferência nas Eleições em 2026

 

Nosso País é a maior economia da América Latina e as eleições brasileiras, pela sua relevância geopolítica, sempre desperta atenção internacional. 


Principalmente dos paises considerados as maiores potências mundiais como é os Estados Unidos da America. Porém esse interesse todo não se baseia na garatia da democracias e das parcerias bilaterais e diplomáticas. Pelo contrário, essa relação é marcada por uma tensão constante na busca de manter o Brasil restritamente dependente do sistema comercial e financeiro dos EUA, gerando debates sobre soberania e risco de ingerência.

 

Interesses em Jogo

 

Para os norte americanos é essencial manter sua soberania no continente Americano e sua hegemonia política, buscando estrategicamente interferir politicamente e economicamente com os demais Países da America. No caso do Brasil podemos ressaltar os seguintes pontos:

 

1) Estabilidade regional: o Brasil é a maior economia e território da América do Sul; instabilidade interna repercute em toda a região, afetando comércio, segurança e fluxos migratórios .


2)Interesses econômicos: os EUA são um dos principais parceiros comerciais; investidores americanos têm participação expressiva em energia, agricultura, indústria e tecnologia. Políticas de comércio, tributação e regulação definidas pelo novo governo impactam diretamente esses negócios .


3)Meio ambiente e política externa: a postura do Brasil em relação à Amazônia, acordos climáticos, alinhamentos em fóruns multilaterais e parcerias influenciam a política global. Onde vemos os EUA negar e negligenciar os acordos e sua responsabilidade nas mudanças climáticas.


4) BRICS, Potência Econômica e autonomia: os BRICS reúnem 11 países emergentes e que vem cada vez mais ganhando fôlego e novos parceiros com um modelo baseado na multipolaridade sem impor uma moeda única e concentrando 39% do PIB mundial entre seus membros. O crescimento do Brics ameaça os blocos econômicos tradicionais sendo um dos temas centrais para Washington, principalmente com a possibilidade de uma nova moeda. 


5) Terras Raras: O Brasil possui a segunda maior reserva do mundo (cerca de 22% a 25% do total global), essenciais para tecnologia e defesa. O interesse americano cresceu devido à disputa geopolítica e comercial com a China, que domina o refino global desses insumos.


Indícios de Interferência

 

O Brasil já vem sofrendo com taxações de tarifas nos ultimos anos, tais ameaças e sanções atingem os setores produtivos e instituições financeiras, gerando instabilidade econômica interna. a preocupação com interferência direta ou indireta dos Estados Unidos ganhou contornos concretos com as ultimas ações dos EUA na Venezuela e a postura ditadora de Donald Trump, com medidas e declarações que muitos analistas e autoridades brasileiras classificam como tentativas de influenciar o resultado eleitoral.

 

A pressão política vem aumentando apos a designação de organizações criminosas brasileiras como "organizações terroristas estrangeiras" pelos EUA, em meio à campanha eleitoral, medida que pode dificultar transações financeiras e pressionar autoridades brasileiras.



Outro ponto é que o governo norte americano queria enviar altos funcionários do Departamento de Estados dos EUA com a missão de fiscalizar e questionar o processo eleitoral e as urnas eletrônicas, o governo brasileiro recusou os vistos, avaliando que a missão tinha por objetivo interferir nas eleições, incluindo reuniões com integrantes de campanhas da Direita conservadora e fascista.


Além disso, houve também a atuação de diplomatas e consulados americanos em encontros com influenciadores e figuras políticas brasileiras da direita, com agenda considerada parcial e alinhada a interesses externos.


Por último tivemos o anúncio da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) sobre pressão "crítica" dos EUA no processo eleitoral, com objetivo de reforçar influência na região e conter a aproximação do Brasil com outros polos de poder.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou a preocupação à ONU, denunciando a tentativa de interferência estrangeira.

 

A soberania do Brasil significa que a escolha dos rumos do país cabe exclusivamente ao povo brasileiro. As relações com os Estados Unidos, assim como com qualquer outra nação, deve, se basear no respeito mútuo, na não intervenção e na liberdade de definir políticas internas.

 

Dito isso, o FNTSUAS defende à soberania do BRASIL e alerta para as reais ameaças e tentativas de manipular ou interferir em nosso processo eleitoral, inclusive, contando com a articulação e apoio de partidos e candidatos ligados a direita conservadora. Não podemos permitir que a nossa soberania e as nossas riquezas sejam entregues de mão beijada aos norte americanos.

 

Por isso, neste domingo 04.10.2026, seu voto não vai se tratar de uma disputa ideologiaca entre esquerda e direita. A política não pode ser levada como levamos no futebol com rivalidads entre torcidas. É preciso ter a consciência que o que esta em jogo é o nosso futuro, nossas riquezas e o nosso crescimento geopolitico. Nosso voto reflete diretamente nas desigualdades que vivenciamos no presente, e o que vamos deixar para as gerações futuras.


Viva o SUAS.!

Viva nossa soberania.!

Viva o Brasil.!

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

FNTSUAS EM DEFESA DA SOBERANIA, DA DEMOCRACIA, DO SUAS: SOMOS CLASSE TRABALHADORA


O Fórum Nacional das Trabalhadoras e Trabalhadores do Sistema Único da Assistência Social - FNTSUAS, espaço coletivo de organização política das trabalhadoras e trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social – SUAS que reúne as(o) trabalhadoras(es) que atuam na Política de Assistência Social na rede socioassistencial pública e privada, na condição política de Movimento Social de abrangência nacional, reitera seu compromisso na defesa do SUAS e da Seguridade Social e contra todas as formas de ofensiva contra os direitos sociais.   

O FNTSUAS apresenta alerta frente à perigosa ascensão da extrema direita no atual processo eleitoral e da crescente ofensiva contrária ao direito da soberania, que assume contornos nacionalistas autoritários e alimenta a disseminação de discursos de ódio contra a classe trabalhadora, dessa forma o FNTSUAS manifesta sua absoluta defesa da soberania nacional, da democracia, do SUAS e da classe trabalhadora.

A história recente demonstra que as escolhas políticas produzem consequências concretas para a política de assistência social que remete diretamente às condições de vida da população que dela necessita, aprofundando as desproteções sociais como a fome, as violências, o racismo, o machismo, a misoginia, as desigualdades sociais, a ausência de renda e a precarização das condições de vida da classe trabalhadora.

Compreendemos que é nos territórios em que nós, trabalhadoras(es) do SUAS atuamos, que vivenciamos o acirramento das desigualdades estruturais presentes na sociedade brasileira e a oferta de serviços precários amplia e apro0funda as desproteções sociais. Reconhecemos, contudo, que apesar das disputas do fundo público, e com os limites postos pela direção do Estado neoliberal, pelas disputas em torno do orçamento, os investimentos nas políticas sociais, têm propiciado uma redução das desigualdades, a retirada do país do mapa da fome, com os benefícios de transferência de renda, além da continuidade da implementação do SUAS e da sua gestão em bases democráticas.

Por isso, não podemos tratar as eleições como uma disputa alheia à nossa realidade de trabalho e às nossas lutas.

Acreditamos, portanto, que a vitória do candidato Luiz Inácio Lula da Silva abre caminhos para continuidade do diálogo e construção coletiva em prol de um SUAS republicano. Trata-se de um sistema fundamental de garantia de direitos socioassistenciais, que precisa ser fortalecido e ampliado mediante financiamento público capaz de assegurar a desprecarização do trabalho e a qualidade dos serviços prestados à população. 

Defender a democracia é defender as políticas públicas e os direitos sociais.

Defender o SUAS é defender o financiamento público que atenda as demandas da classe trabalhadora, a participação política e o controle social, a gestão do trabalho, os serviços e benefícios socioassistenciais e a proteção social como direito constitucional de cidadania.

Defender a classe trabalhadora é enfrentar projetos que aprofundam a precarização do trabalho, as desigualdades sociais e a retirada de direitos.

Neste momento histórico, estão em disputa projetos distintos para a democracia brasileira, com impactos para as políticas públicas, com rebatimentos imediatos e concretos para a classe trabalhadora no momento presente e no futuro. Neste momento histórico, estão em disputa projetos distintos para a democracia brasileira, para as políticas públicas e os direitos sociais duramente conquistados com rebatimentos imediatos e concretos para a classe trabalhadora no momento presente e no futuro. É por isso que o FNTSUAS se posiciona a favor dos direitos sociais, das políticas públicas, da democracia e da soberania. Não estamos à venda e “não cabemos no quintal de ninguém!”

Deste modo, o FNTSUAS manifesta através de nota pública em suas redes sociais e no blog seu total apoio à candidatura de Lula à Presidência da República. Seguimos na luta por um Brasil com democracia, soberania, direitos sociais, políticas públicas, trabalho digno e um SUAS público, universal, democrático, financiado e comprometido, porque somos classe trabalhadora e é da Classe Trabalhadora que o Brasil é feito!

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

12 SEMINÁRIO E PLENÁRIA - FNTSUAS



A Coordenação Nacional do FNTSUAS convoca as Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS, nos termos estabelecidos no regimento interno convoca o 12º Seminário e Plenária do Fórum Nacional a ser realizado nos dias 04, 05 e 06 de dezembro de 2026, no Teatro Belkiss Spencière, Escola de Música (EM) Universidade Federal de Goiás (UFG) - Campus Samambaia, Av. Esperança, s/nº - Chácaras Califórnia, Goiânia - GO, 74690-900. Dessa forma, sugerimos reservar esta data em vossas agendas e promovam as articulações necessárias para viabilizar a participação presencial de seus representantes. O tema será: Participação e Controle Social Amplo Geral e Irrestrito!

O Ofício nº 006/2026, datado em 1 de setembro de 2026, convoca o Seminário e a Plenária Nacional importante espaço de debate, avaliação da conjuntura, definição de estratégias e fortalecimento da luta em defesa do SUAS estatal, universal, democrático e de qualidade, bem como da valorização das(os) trabalhadoras(es), da participação e do controle social. Nesse sentido, a presença das trabalhadoras e trabalhadores do SUAS, conforme consolida a Resolução CNAS nº 133/2023, é fundamental para qualificar o debate coletivo, fortalecer a unidade da classe trabalhadora e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas na defesa dos direitos socioassistenciais.

Recomenda-se que as representações encaminhadas para participação no 12º Seminário e Plenária Nacional sejam construídas de forma coletiva, tanto no âmbito dos Fóruns Estaduais de Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS (FETSUAS) quanto pelas respectivas entidades representativas, de modo a assegurar representatividade, legitimidade e compromisso com os debates, deliberações e processos de organização política das(os) trabalhadoras(es) do SUAS. Recomenda-se ainda a priorização de representações vinculadas a espaços coletivos, como associações de trabalhadoras e trabalhadores, espaços de Controle Social, dentre outros, além de atuação e acúmulo político nos processos de mobilização, organização e defesa do SUAS.






 

sábado, 8 de agosto de 2026

AGENDA CONJUNTA NO RIO GRANDE DO SUL



No dia 06 de agosto de 2026, o FNTSUAS e o FETSUAS/RS participaram de reunião híbrida do Fórum Municipal de Trabalhadoras(es) de Farroupilha/RS, junto a representantes do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS).

A reunião pautou a importância da ampliação da participação no controle social da política de assistência social no município, com destaque para a reedição do edital de eleição da sociedade civil para o Conselho Municipal, especialmente no que se refere à representação, à organização coletiva e à representatividade.

Fortalecer a participação da sociedade civil nos espaços de controle social é fundamental para garantir um SUAS democrático, participativo e comprometido com a garantia de direitos sociais, especialmente por meio da ampliação da participação, em consonância com as deliberações da 14ª Conferência Nacional de Assistência Social.

A presença e a organização das trabalhadoras e dos trabalhadores nesses espaços contribuem para qualificar o debate, fortalecer a participação social e incidir nos rumos da política de assistência social.

Controle social se constrói com participação coletiva!

III PLENÁRIA DO FSTSUAS




No dia 31 de julho, realizamos a III Plenária do Fórum Sudeste de Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS - FSTSUAS, reunindo trabalhadoras(es), entidades e representações da Região Sudeste para fortalecer a organização coletiva e a luta em defesa do SUAS e dos Trabalhadores e Trabalhadoras de quem constrói essa política pública cotidianamente.


A programação contou com uma importante mesa de debate com Allan Carvalho e Márcia Rocha, que contribuíram para a reflexão sobre a identidade da classe trabalhadora, trazendo elementos fundamentais para a compreensão dos desafios que atravessam o mundo do trabalho e processos de organização das(os) trabalhadoras(es) do SUAS.


A Plenária também avançou na aprovação coletiva do Regimento Interno, instrumento fundamental para orientar, fortalecer a organização, mobilização e a incidência política das trabalhadoras e trabalhadores do SUAS na Região Sudeste.


E a construção continua!


No dia 14 de agosto de 2026, às 19h, realizaremos o debate do Plano de Lutas do FSTSUAS.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

12º Seminário e Plenária do FNTSUAS.




Reserve esta data!

Chegou a hora de marcar na agenda de todas as trabalhadoras e de todos os trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS): 04, 05 e 06 de dezembro de 2026.

Nesses dias, a cidade de Goiânia (GO) sediará o 12º Seminário e Plenária do FNTSUAS.

A participação de todas as trabalhadoras e trabalhadores é fundamental. 

Quer saber mais? Acompanhe as redes sociais e o blog do FNTSUAS e fique por dentro das novidades sobre o evento.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Saiba quem votou contra a PEC 383/2017

Nem todo mundo votou pelo povo.

Ontem, a PEC 383/2017, que garante 1% do orçamento da União para o SUAS, foi aprovada em 1º turno na Câmara dos Deputados. 

Foram 464 votos a favor! Uma luta histórica com quase 10 anos de tramitação. 

Porém, nem todas/os estiveram ao lado do povo! 

16 deputadas e deputados votaram CONTRA o financiamento da Assistência Social. 

Votar contra é DIZER NÃO aos recursos para quem mais precisa! São elas e eles:

Adriana Ventura (Novo-SP) 
Bia Kicis (PL-DF) 
Carlos Jordy (PL-RJ) 
Daniel Freitas (PL-SC) 
Fabio Schiochet (União-SC) 
Gilson Marques (Novo-SC) 
Gustavo Gayer (PL-GO) 
Julia Zanatta (PL-SC) 
Kim Kataguiri (Missão-SP) 
Luiz Lima (Novo-RJ) 
Luiz P.O Bragança (PL-SP) 
Marcel van Hattem (Novo) 
Marcos Pollon (PL-MS)
Pedro Paulo (PSD-RJ) 
Sargento Fahur (PL-PR) 
Zé Trovão (PL-SC). 

A Assistência Social não é favor! É DIREITO! 

A assistência social não é gasto, é investimento em bem estar e crescimento social..!

E quem vota contra direitos escolhe de que lado está e não será esquecido!

FNTSUAS na luta em Defesa do SUAS ..!

sexta-feira, 27 de março de 2026

Nota Técnica em Defesa da Permanência dos Fóruns nos Conselhos de Assistência Social


Confira a “Nota Técnica em Defesa da Permanência dos Fóruns de Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS nos Conselhos de Assistência Social em todo o Brasil” construída no âmbito do FNTSUAS no processo eleitoral gestão 2024-2026, que foi atualizada incluindo o acúmulo das discussões realizadas na 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, tendo como produto as deliberações: 

1) “Incentivar e fortalecer fóruns permanentes de usuários, trabalhadores(as) e entidades do SUAS, com apoio técnico e financeiro, promovendo participação ativa, diversidade, troca de experiências e protagonismo de grupos vulneráveis no controle social da assistência social.”

2) “Democratizar o processo de escolha das representações nos conselhos, garantindo a participação dos movimentos populares, fóruns e segmentos sociais, como mulheres, população negra, povos originários e comunidades tradicionais - PCTs e demais especificidades, sem exigência de CNPJ”.


Leia na íntegra a nota técnica do FNTSUAS 



quarta-feira, 25 de março de 2026

O FNTSUAS de sua inscrição INDEFERIDA pela comissão do Processo eleitoral do CNAS 2026-2028.

O CNAS está em Processo Eleitoral da Sociedade Civil gestão 2026-2028, porém o FNTSUAS teve a sua inscrição não HABILITADA ! Isso quer dizer que a comissão avaliadora indeferiu a nossa inscrição. Entre os requisitos exigidos estão a necessidade de que o Fórum tenha CNPJ.

Entretanto, a Constituição Federal assegura nos termos do art. 204, inciso II, a participação da população por meio de organizações representativas, sem impor o CNPJ como obrigatório para o exercício do princípio democrático!

A Resolução CNAS nº 06/2015 reconhece a legitimidade organizativa dos fóruns de trabalhadoras(es) do SUAS como espaços legítimos de representação coletiva, independentemente de formalização jurídica.
O Supremo Tribunal Federal já consolidou que a formalização só pode ser exigida quando expressamente prevista na Constituição - como ocorre no controle abstrato de constitucionalidade - não sendo admissível sua imposição em espaços de participação social, nos quais deve prevalecer a ampla e livre organização da sociedade civil.
Legalmente, não há exigência de CNPJ! 
Além disso, a 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, instância máxima de deliberação da política pública de assistência social, deliberou no EIXO 4 dois pontos que fortalecem os fóruns, sendo acolhidas e publicadas pelo CNAS por meio da Resolução CNAS/MDS nº 222/2026: 

“Incentivar e fortalecer fóruns permanentes de usuários, trabalhadores(as) e entidades do SUAS, com apoio técnico e financeiro, promovendo participação ativa, diversidade, troca de experiências e protagoni³smo de grupos vulneráveis no controle social da assistência social.”

“Democratizar o processo de escolha das representações nos conselhos, garantindo a participação dos movimentos populares, fóruns e segmentos sociais, como mulheres, população negra, povos originários e comunidades tradicionais - PCTs e demais especificidades, sem exigência de CNPJ”.

O Fórum é muito diferente de uma organização associativa ou sindical, são auto-organizados: possuem Carta de Princípios, Regimento Interno, Bandeira de Lutas, ata de eleição e posse, memórias de reuniões, além de diversos documentos e posicionamentos que subsidiam a construção do SUAS no nosso país! Ou seja, são documentos que comprovam a existência institucional e organização do FNTSUAS, seus objetivos, sua estrutura e normas de funcionamento.
Por isso, defendemos a pluralidade e ampliação de atrizes e atores sociais na Participação e Controle Social! Defendemos a equidade no processo eleitoral e a alternância entre as representações de seus segmentos.
O Controle Social é a participação ativa da sociedade garantindo a aplicação dos recursos e a qualidade dos serviços socioassistenciais a partir da decisão da própria sociedade! Ele fortalece a democracia! 
O FNTSUAS existe desde 2009, sendo reconhecido em todo o território nacional! O CNAS e a Comissão Eleitoral não podem ignorar a nossa existência, a nossa luta e impossibilitar a nossa participação dentro do Controle Social!
Viva o FNTSUAS e a sua participação no Controle Social!
Apoie a nossa causa.. ! Apoie a Luta das trabalhadoras e trabalhadores do SUAS..!

#FNTSUAS_no_CNAS
#AssistênciaSocial
#SUAS

terça-feira, 10 de março de 2026

FNTSUAS na reunião trimestral do CNAS





O Fórum Nacional de Trabalhadoras(es) do SUAS (FNTSUAS) marcou presença na Reunião Trimestral do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) com os Conselhos Estaduais de Assistência Social (CEAS) e o Conselho de Assistência Social do Distrito Federal (CAS/DF), realizada no dia 10 de março de 2026, em Brasília/DF.

O encontro teve como pauta a avaliação das Conferências Estaduais de Assistência Social pelos representantes dos CEAS e do CAS/DF, bem como a construção coletiva entre CNAS, CEAS e CAS/DF das Reuniões Regionais previstas para 2026.

Durante a reunião, o FNTSUAS apresentou uma síntese de sua avaliação sobre a 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, realizada sob o tema “20 anos do SUAS: construções, proteção social e resistência”, e também se comprometeu a encaminhar posteriormente ao CNAS uma avaliação mais detalhada. A avaliação da 14ª Conferência Nacional foi realizada pelo FNTSUAS na reunião ordinária de sua Coordenação Nacional, ocorrida em 16 de dezembro de 2025. Entre diversos aspectos, o Fórum destacou a presença do Presidente da República, interpretada como um reconhecimento político da importância da Assistência Social no país. Também foi ressaltada a relevância do stand das trabalhadoras e dos trabalhadores, que contribuíram para a mobilização do segmento e para o fortalecimento da participação social.

Outro momento significativo abordado pelo FNTSUAS foi o ato político em defesa das trabalhadoras(es) do SUAS, construído a partir da própria mobilização da classe trabalhadora. Ao mesmo tempo, o FNTSUAS apontou desafios observados no processo conferencial. Entre eles, a realização da consulta pública do regimento interno apenas de forma online, sem discussão em plenária, o que fragiliza o debate coletivo sobre as regras do processo; a organização da programação com forte centralidade em exposições, reduzindo o tempo destinado ao debate e à deliberação; necessidade de garantia de acessibilidade.

Também foram destacados outros pontos, como a realização do evento “Ato de Conferir” antes da conferência nacional, sem a participação das(os) delegadas(os) eleitas(os); a perda de centralidade do debate sobre financiamento do SUAS; dificuldades logísticas enfrentadas por delegações; limitações no sistema de votação eletrônica e na participação de observadoras(es); além disso foi abordado sobre o não comparecimento das propostas das conferências livres na Conferência Nacional.

Ao apresentar essa avaliação, o FNTSUAS reafirmou a importância de fortalecer as conferências como espaços democráticos de participação, formulação e deliberação da política de assistência social, garantindo condições efetivas para a ampla participação social.

domingo, 8 de março de 2026

FNTSUAS: Luta feminista, trabalho digno e proteção social!

 


O 8 de março é, antes de tudo, um dia de memória, luta e organização internacional das mulheres da classe trabalhadora. No Sistema Único de Assistência Social (SUAS), essa data ganha um significado ainda mais profundo e enraizado.

A política de assistência social é sustentada majoritariamente por mulheres, que atuam na linha de frente dos serviços, na gestão, na mobilização territorial e na defesa do SUAS e da proteção social como direito constitucional. No entanto, a realidade que enfrentamos é atravessada por múltiplas desigualdades de gênero.

Por isso, afirmar a luta feminista no SUAS é afirmar a defesa de condições dignas de trabalho e de vida para as mulheres. Neste 8 de março, o FNTSUAS convoca para ocupar as ruas e os espaços de luta contra o imperialismo, pela soberania e fim da escala 6x1! Por isso, destacamos algumas bandeiras de luta prioritárias:

1. Pelo fim do feminicídio e pela garantia do direito das mulheres à vida: Denunciamos a persistência da violência letal contra mulheres no Brasil e reafirmamos que o feminicídio é a expressão mais extrema das desigualdades de gênero e do patriarcado. Defender a vida das mulheres exige políticas públicas efetivas de prevenção, proteção e responsabilização dos agressores, bem como o fortalecimento das redes de proteção social.

2. Pelo fim da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução de salário: A luta pela redução da jornada dialoga diretamente com a realidade de milhares de mulheres que acumulam jornadas exaustivas entre o trabalho remunerado e o trabalho doméstico. Queremos tempo para viver, para descansar, para cuidar e para lutar;

3. Por uma política pública de cuidado e pela socialização do trabalho doméstico: Enquanto o cuidado for responsabilidade individual das mulheres, a desigualdade será mantida. Defendemos que o cuidado seja assumido pelo Estado, pela comunidade e pelas famílias de forma compartilhada, rompendo com a divisão sexual do trabalho;

4. Pela valorização permanente do salário mínimo: A valorização do salário mínimo é política de valorização da vida das mulheres, que são a base da pirâmide social e as mais afetadas pela inflação e pela precarização. Salário mínimo digno é, portanto, luta feminista;

5. Pelo enfrentamento a todas as formas de violência contra a mulher, incluindo a violência política de gênero: Denunciamos a violência política de gênero que busca silenciar, deslegitimar e expulsar as mulheres dos espaços de participação e controle social, representação e decisão dentro e fora do SUAS. Nossa voz não será calada!

6. Pela organização das mulheres da classe trabalhadora contra a agenda neoliberal: No contexto de avanço de agendas neoliberais que atacam direitos sociais, desfinanciam o SUAS e precarizam o trabalho, fortalecer a organização coletiva das mulheres é estratégico. É na unidade da classe trabalhadora que construímos a resistência;

No SUAS, as mulheres trabalhadoras têm sido protagonistas na defesa intransigente da proteção social, da seguridade social e da democracia. Não aceitaremos retrocessos.

Neste 8 de março, reafirmamos que a luta feminista também se faz nos espaços de trabalho, na organização coletiva e na defesa de um projeto de sociedade comprometido com justiça social, igualdade e dignidade.

Não há democracia sem a organização das mulheres da classe trabalhadora.

Todas para as ruas no 8 de março! Nenhuma a menos!


Fórum Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores do SUAS (FNTSUAS)


sábado, 21 de fevereiro de 2026

NOTA DE REPÚDIO


CRIANÇA NÃO É MÃE! CRIANÇA NÃO É ESPOSA! PEDOFILIA É CRIME HEDIONDO!

O Fórum Nacional de Trabalhadoras e trabalhadores do SUAS repudia completamente a decisão da Justiça de Minas Gerais que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro contra uma menina de 12 anos, sob o argumento de que ele seria seu "marido".

É inaceitável que, em 2026, o Poder Judiciário desconsidere a Súmula 593 do STJ, que estabelece ser irrelevante o consentimento da vítima em casos de estupro de vulnerável, além de desrespeitar o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). Não existe "vínculo afetivo consensual" entre uma criança e um adulto. Existe crime.

Essa decisão legitima a violência, naturaliza o abuso e ataca frontalmente o ECA e a Constituição. O SUAS está na linha de frente da proteção de crianças e adolescentes, e não podemos aceitar esse retrocesso. A luta em defesa de crianças e adolescentes do nosso país não pode tolerar decisões como essa. Criança não é mãe, não é esposa, não é objeto. Criança é sujeito de direitos e deve ser protegida!